Nova pesquisa mostra que a maioria dos americanos acreditam que incursão ao Irã é uma distração para os Arquivos Epstein
Em pesquisa encomendada pelo Drop Site News, público mostra desconfiança das motivações da Guerra ao Irã
Uma nova pesquisa da Data for Progress encomendada pelo Drop Site News/ZETEO, mostra que grande parte dos cidadãos com direitos de voto nos Estados Unidos acredita que a guerra contra o Irã, iniciada pelo governo americano em conjunto com Israel, está acontecendo de forma a acobertar o escândalo dos Arquivos Epstein.
Entre os dias 6-8 de março 1272 eleitores foram entrevistados e o resultado mostra que um total 52% dos americanos acreditam nessa narrativa, 8% não sabem, e 40% não concordam.
Porém, quando a pesquisa mostra as opiniões separando o eleitorado dos dois principais partidos, Democratas e Republicanos, e eleitores de partidos alternativos e partidos independentes, é notável uma grande disparidade de pensamentos sobre a narrativa.
Entre os eleitores do partido Democrata, 81% acreditam que a incursão militar tenha sido lançada como cortina de fumaça, pelo menos em parte, para que o caso Epstein seja acobertado, 5% não sabem, e 14% não acreditam que seja o caso. Já entre os eleitores do partido Republicano mostram uma inversão de crenças, 26% concordam, 10% não sabem e 64% não acreditam que Trump está agindo contra o Irã por esse motivo. Na parcela menor de eleitores dos partidos alternativos e independentes, a opinião se divide mais igualmente, com 52% concordando, 8% não sabem e 40% discordam, a mesma porcentagem da soma dos 3 tipos de eleitorado.
A impopular guerra, evidencia o racha entre opiniões dentre o eleitorado americano sobre o escândalo Epstein, porém é sabido por analista, pesquisadores e líderes políticos, que sempre houve um plano para um eventual conflito com o Irã, usando como estratégia, guerras e esforços de desestabilização no Oriente Médio e no norte da África, contra países que eram solidários ou próximos ao Irã geograficamente, numa tentativa de isolar o país persa, e fortalecer seus proxys e aliados, como também os de Israel.
A lista de países inclui Afeganistão, Iraque, Síria, Líbia, Sudão (separado agora com a formação do Sudão do Sul) entre outros. Os Estados Unidos e Israel foram acusados também de financiar e prover armas ao Estado Islâmico durante os anos. Exemplos notáveis que denunciaram a possível criação e envolvimento do governo americano com o E.I. são o senador Rand Paul e o ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai.
O possível envolvimento também é mencionado nos Arquivos Epstein, no documento EFTA00819212, implicando que os Estados Unidos teriam “aberto a passagem para Palmira”, Patrimônio Mundial da UNESCO, que hoje se localiza na Síria, sendo ocupada pelo Estado Islâmico em 2015-2016, destruindo e devastando as ruínas de uma civilização milenar, que passou por múltiplos impérios durante milênios, e onde também acontecia o comércio entre múltiplas civilizações antigas, como o Império Romano, Índia e China.




